domingo, abril 24, 2016

Sono - de Haruki Murakami




Esse livro me chamou a atenção, de cara, pela capa. Dei uma folheada e vi as belas ilustrações, de Kat Menschik. Ele tem uma bela apresentação. Cada detalhe é muito bem feito. A gramatura do papel, o tamanho da letra, tudo torna o livro muito agradável de ler. Fora isso, a história é um conto bem envolvente, tanto que comecei a ler já tarde da noite, "enquanto não vinha o sono" e acabei só sossegando quando terminei, acho que em menos de duas horas. Na verdade, nem tenho muita noção do tempo que levei. Mas foi bem rápido. 






A descrição do livro no site da Saraiva diz:
"É o décimo sétimo dia que não consigo dormir.”
Ela era uma mulher com uma vida normal. Tinha um marido normal. Um filho normal. Ela até podia detectar algumas fissuras nessa vida aparentemente perfeita, mas nunca chegou a pensar seriamente nelas. Até o dia em que deixou de dormir. Então, o mundo se revelou. Um mundo duplo de sombras e silêncio; um mundo onde nada é o que parece. E onde ela não pode mais fechar os olhos.





Então, o livro conta a história de uma mulher de trinta anos, dona de casa, com sua vida regrada, girando em torno de cuidar do filho e do marido. Tudo vai aparentemente bem, até que ela para de dormir. E o mais interessante é que não sente sono, não se sente cansada. Pelo contrário, sente-se com mais disposição do que nunca. Então, ela não conta para ninguém que está dezessete dias sem dormir. E percebe que as noites sem sono algum podem ser um tempo para fazer apenas o que tiver vontade. Um tempo para ser livre e, por que não, para se reencontrar com ela mesma. 

As ilustrações da artista alemã Kat Menshik transmitem o clima surrealista e a sensação perturbadora vivida pela personagem
A história é interessante e tem um final aberto (não é spoiller, só um aviso! rsrs), como um verdadeiro sonho, que a gente acorda de repente. Mas cabe a cada um fazer a sua interpretação dessa história cheia de metáforas. 
O fato é que o livro está longe de ser uma história bestinha ou rasa. Tem uma profundidade, um lado psicológico. As reflexões dessa mulher acerca da vida, da rotina... o que a rotina faz com nossa vida, com nossos sentimentos... 
E dando uma olhada aqui na internet achei um outro blog com uma crítica belíssima sobre o livro e ela traz um resumo perfeito da mensagem trazida por Murakami nesta história:
                       "A rotina é a morte do ser. A rotina é o adormecer da alma.
                                   O adormecer da alma é a morte do ser."
Diante de uma mensagem tão forte, não há como ficarmos indiferentes e não fazermos uma reflexão com essa leitura. Mais uma vez, é como um sonho que mexe com a gente ainda por um tempo após o acordar. Seria interessante trocar impressões com mais pessoa que tenham lido. Se você leu, não deixe de fazer seu comentário! ;) Bjo, pessoal!

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